PASSAGENS DE LUZ...



Quando aceitamos que viemos ao mundo com uma missão, cuidamos para que nossa presença ilumine os caminhos das pessoas, com as quais nos relacionamos. Assim, nossa passagem pela vida é também uma passagem de luz. Passamos adiante a chama que recebemos do Autor da Vida; em forma de recordações, objectos e escritos continuarão lembrando nossa presença.

De que adianta um objecto feito para iluminar, permanecer apenas decorativo, mesmo que belo e resistente? Tal objecto cria vida e exala seu perfume, quando recebe e assume a centelha de fogo que o torna capaz de consumir-se, iluminando.

Em sua linguagem silenciosa expressa a condição das criaturas todas que, de alguma forma, cumprem a missão de servir, de doar-se e ser instrumento de orientação.

Neste mundo de realidades tão frágeis e passageiras, de que adiantam tantos cuidados com exterioridades, sem a necessária atenção à chama interior, que é fonte de energia e vida? Para as realidades espirituais, faz-se necessária a chama primeira da vida, a Luz de Deus que fortalece, mostra arestas e indica caminhos de volta ao Bem. Ventos e contrariedades podem deixar à mostra nossa verdadeira identidade. Podem também, despertar nos outros o desejo de oferecer ajuda.

O Tempo Pascal, precedido de reflexões sobre sofrimento, purificação e morte, é também prenúncio de vida nova, de ressurreição.

Continuemos atentos e preparados, com nossa “lâmpada” acesa, para quando o Senhor da Vida nos convidar para o encontro com a Luz Eterna.


Desconheço o autor

Namasté...

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